Pode parecer estranho depois de minha defesa apaixonada das livrarias como o futuro das HQs, mas eu sou grande apreciador das revistas em quadrinhos de banca. Em particular as antologias em estilo europeu, de formato grande e com várias séries, que sabem aproveitar as poucas páginas que têm (em geral não mais de meia dúzia por edição!) para contar uma história da forma mais direta e enxuta possível.
A Inglaterra tem uma grande tradição em revistas desse tipo, contando até com aquela que é (até onde meu limitado conhecimento chega) a mais antiga revista em quadrinhos do mundo: Dandy, publicada semanalmente desde 4 de dezembro de 1937! Em comparação, a 2000 AD é muito mais recente (publicada pela primeira vez em 26 de fevereiro de 1977, ela comemorou seu 30º aniversário apenas há poucos meses), mas sua importância mais do que excede os seus comparativamente poucos anos de existência.
2000 AD foi a herdeira direta da revista Action, uma revista de vida curta criada em 1976. Os criadores da Action foram a célebre dupla Pat Mills e John Wagner, que antes tinham criado o violento gibi de guerra Battle Picture Weekly. O sucesso deste levou Mills e Wagner a criarem uma publicação ainda mais violenta e amoral, a Action. Porém eles haviam passado da conta, a conservadora sociedade inglesa da época (não que hoje esteja muito melhor…) não podia tolerar uma revista assim e a Action foi corrida das bancas poucos meses depois. Ela acabou voltando, em uma versão mais “pasteurizada”, poucas semanas depois, mas essa nova encarnação não agradou os leitores e foi cancelada no ano seguinte.
Nesse meio tempo, Mills e Wagner criaram um segundo semanário, no estilo da Action (tendo aprendido com esta quais os limites que não deveriam ser excedidos…) e usando muitos dos mesmos criadores, mas com uma temática de Ficção Científica e ressuscitando um dos grandes clássicos da FC quadrinística britânica, Dan Dare, antiga estrela da mais famosa revista em quadrinhos inglesa de todos os tempos, a Eagle (1950-1970). Esta encarnação do personagem, porém, não teve grande sucesso, o que colocou as outras HQs da revista em maior evidência.

Fazendo companhia ao tradicional Dan Dare, uma série de HQs que definitivamente nunca teriam sido publicadas na tradicional Eagle: Invasion (violenta HQ de guerra que mostrava uma Inglaterra ocupada por uma potência estrangeira, o grande diferencial era seu protagonista, o brutal e vingativo Bill Savage), M.A.C.H.1 (mais convencional das séries novas – e maior sucesso da revista até a ascensão do Juiz Dredd – era basicamente uma cópia barata do Homem de seis milhões de dólares), Harlem Heroes (série esportiva futurista descaradamente inspirada nos Harlem Globetrotters) e a alucinada Flesh (mais perturbada das séries originais, partia do conceito de que no futuro a superpopulação acabara com a criação de animais de corte e a única alternativa para vender carne a uma faminta sociedade futurista era voltando no tempo para caçar dinossauros, o que teria sido a verdadeira causa da extinção dos bicharocos!).

Porém foi no segundo número da 2000 AD que surgiu o personagem que se tornaria o maior sucesso da revista e a imagem que vem à mente da maioria das pessoas quando se fala na revista, o Juiz Dredd!

Homem da lei de uma sociedade fascista futurista, Dredd é juiz, júri e executor, tendo autoridade para decidir (e executar) as penalidades judiciárias sobre todo aquele que quebrar uma das muitas leis que governam a cidade. Conceito genial, que permite contar um sem número de histórias, desde simples thrillers de ação, passando por sátiras político-sociais, até sofisticadas críticas ao totalitarismo, o personagem criado pelo escritor John Wagner e o desenhista espanhol Carlos Ezquerra (que ainda hoje trabalham na série!) logo se tornou o personagem mais popular da revista, posição que mantém até hoje. Seu sucesso determinou ainda a criação de uma revista mensal dedicada, a Judge Dredd Megazine, publicada até hoje, e diversas outras publicações de vida mais curta. Inúmeras outras séries ambientadas no universo de Dredd surgem regularmente na 2000 AD e na Judge Dredd Megazine, algumas fazendo bastante sucesso!

Para além de Wagner e Ezquerra, diversos criadores se destacaram na criação das aventuras de Dredd, em particular o desenhista Brian Bolland, que deve boa parte de seu sucesso ao magnífico trabalho que fez no personagem. Hoje ele raramente faz trabalhos para a revista, foraocasionais capas.

Apesar de diversas tentativas de publicação, Dredd nunca conseguiu se tornar popular no Brasil. Como é que uma alegoria para justiça a todo custo não consegue se estabelecer em um país em que boa parte das pessoas gostaria de ver a lei reprimindo o crime com a brutalidade de um Juiz Dredd é algo incompreensível, mas eu atribuo isso à falta de visão das editoras que o publicaram. Praticamente apenas as histórias curtas de Dredd saíram no Brasil, e quase todas elas têm um tom de paródia mais acentuado. Mas o personagem se tornou popular em seu país de origem devido às megasagas de centenas de páginas que se desenrolavam por meses na 2000 AD. Nessas tramas mais complexas é possível constatar que o personagem é muito mais do que a sátira unidimensional que pode parecer àqueles que conhecem apenas as histórias curtas! Juiz Dredd tem continuidade – e uma bastante rica até! Eu acho que a próxima editora a tentar publicá-lo no Brasil (vai acontecer algum dia, é inevitável…) deveria tentar traduzir alguma das sagas mais longas, ao invés de ficar só no material curto. É mais arriscado, eu sei, mas é a melhor chance do personagem emplacar!

Mas 2000 AD não é só Dredd! Diversos outros personagens e séries marcaram as páginas da revista ao longo dos anos. Eis alguns destaques:
Rogue Trooper é uma série de guerra futurista ambientada em Nu Earth (corruptela de New Earth – “Nova Terra”) um planeta destruído pelo interminável conflito entre duas facções, os Nortistas e os Sulistas. Fruto de uma experiência genética sulista, Rogue é um G.I. (Genetic Infantryman – “Infante Genético”), um entre vários humanóides artificiais criados em laboratório para sobreviver ao ambiente hostil do pleneta arrasado. Porém a traição de um general corrupto levou à morte de seus companheiros. Foragido e considerado traidor por seus compatriotas, Rogue carrega a consciência de seus falecidos amigos em biochips especiais inseridos em sua arma, mochila e capacete, percorrendo o terreno inóspito de Nu Earth em sua infindável busca pelo general traidor, enquanto é caçado por ambos os lados!

Criação do veterano escritor Gerry Finley-Day e do desenhista Dave Gibbons (que ganhou fama por seu trabalho na série), Rogue Trooper era uma eficiente crítica à guerra e ao belicismo. Sua caça ao “general traidor” cativou os leitores durante anos a fio, com Finley-Day e seus diversos artistas desfilando uma série de reviravoltas a cada passo do caminho, chegando até a ser mais popular do que Dredd!

Porém, logo após Rogue encontrar o general traidor, Finley-Day, um dos últimos escritores “profissionais” dos quadrinhos (ou seja, um escritor que trabalhava em HQs não por ser fã da mídia em si, mas por não ter encontrado outro trabalho) se aposentou, deixando sua criação órfã. Com sua trama principal resolvida, a série ficou sem direção e acabou deixando de publicada durante um bom tempo, até que o jovem escritor Gordon Rennie (uma das novas estrelas da 2000 AD) “ressuscitou”o personagem, criando novas aventuras ambientadas durante a caçada original ao general traidor.
Não foi a primeira vez que a 2000 AD voltou a publicar histórias de um personagem considerado finalizado usando o bastante óbvio expediente de ambientá-las no passado. A primeira vez fora com outra criação de Wagner e Ezquerra, Strontium Dog.

Criado para a revista Starlord, uma das várias revistas de FC de vida curta criadas após a 2000 AD na tentativa de atingir o mesmo público, Strontium Dog se passava em um futuro após um conflito nuclear que contaminou a Terra com uma infinidade de elementos radioativos, entre eles o Estrôncio (Strontium), gerando uma série de mutações nos seres humanos. Esses mutantes foram segregados pelo resto da humanidade, tendo que sobreviver como criminosos ou caçadores de recompensas. Johnny Alpha é um deles, um mutante com olhos que emitem “ondas alfa” que o permitem ver através de paredes e manipular objetos, entre outros superpoderes. Um homem honrado em um ambiente corrupto, Johnny e seu parceiro Wulf Sternhammer são apenas dois entre os caçadores de recompensas conhecidos como os “Strontium Dogs”.

A popularidade do personagem permitiu que ele sobrevivesse ao cancelamento da Starlord e passasse para o elenco da 2000 AD, onde eventualmente se tornou o segundo personagem mais popular depois do Juiz Dredd. John Wagner e Alan Grant se alternam nos roteiros até hoje, com o incansável Carlos Ezquerra como principal artista (quando não está desenhando Dredd!). Curiosamente, tal e qual Rogue Trooper, a série “acabou” uns anos atrás e as aventuras atuais são “flashbacks” do período de caçador de recompensas de Johnny Alpha! Outro exemplo de como o final de uma série não significa necessariamente o fim de novas histórias (as HQs americanas fariam bem em aprender essa lição!). Como Juiz Dredd, Strontium Dog também gerou diversas outras séries estreladas por personagens do mesmo universo.

Outra HQ que fez a transição da Starlord para a 2000 AD foi Ro-Busters, série humorística criada por Pat Mills e estrelada por dois robôs de segunda mão, Ro-Jaws e Hammerstein (os nomes são “homenagem” à dupla de compositores britânicos Rogers e Hammerstein), que são salvos do desmanche para fazerem parte de uma equipe especializada em resgate, os Ro-Busters. Essa série teve sucesso mediano, mas quando Mills trocou o foco das aventuras para o tempo em que a dupla era parte de um grupo especial de soldados-robôs, os A.B.C. Warriors, a série rapidamente se tornou um dos hits da revista.

Parte do sucesso se deveu sem dúvida à arte da série, assinada por talentos do calibre de Kevin O’Neil, Brendan McCarthy, Simon Bisley e outros talentos, que complementaram habilmente os roteiros afiados de Mills. Atualmente a sérieé desenhada por Clint Langley, que faz uma espetacular combinação de montagens fotográficas com desenhos que dá à arte um realismo insperado nesse tipo de trabalho, sem sacrificar o dinamismo essencial para uma boa HQ.

Outra criação de Mills é o celta Sláine. Uma das raras séries de fantasia da 2000 AD, Slaine é estrelada pelo guerreiro celta Sláine Mac Roth, uma espécie de Conan ambientado na mitologia celta. Desenhado originalmente por Angie Kincaid (ex-esposa de Mills), o celta foi depois desenhado por uma constelação de grandes artista, entre eles Glenn Fabry, Bryan Talbot e especialmente Simon Bisley, que desenhou sua história mais popular, The Horned God (já publicada no Brasil).

A série continua até hoje, apesar de ter perdido popularidade durante os anos 90, criticada pelo “excesso de misticismo barato”. O artista atual da série é novamente Clint Langley.

Por fim, temos minha favorita pessoal entre as séries mais recentes, Nikolai Dante. Ambientada em uma Rússia czarista futurista, a série é protagonizada por um malandro charmoso e descolado, que se envolve nas intrigas políticas da corte czarista ao tomar posse inadvertidamente de uma arma simbiótica alienígena, que lhe dá, entre outras coisas, o poder de produzir lâminas cyberorgânicas no corpo. Mas o que ele quer mesmo é diversão, bebida e mulheres!

Criado pelo escritor Robbie Morrison e o talentoso artista Simon Fraser, Dante obteve um sucesso inesperado devido à sua combinação de humor escrachado, intriga sofisticada e drama pessoal com doses de erotismo e sensualidade raramente vistas na revista.

Certamente a mais “europeia” (continental, no caso) das HQs da 2000 AD, a série ainda é desenhada por Fraser até hoje, alternando com o mais tradicional John Burns, um dos últimos representantes da arte tradicional dos quadrinhos britânicos.
Apesar de um rol de personagens incrível como este (e eu citei apenas uns poucos exemplos, há muitos mais de onde estes vieram!), a 2000 AD teve a mesma carreira atribulada de outras revistas britânicas. Particularmente após o espetacular fracasso do filme do Juiz Dredd, que criou uma imagem errônea do personagem na mente do público, a 2000 AD atravessou um sério período de crise nos anos 90. Boa parte dos criadores originais, incluindo a insubstituível dupla Pat Mills e John Wagner, se afastara da revista e seus substitutos (Garth Ennis, Mark Millar e outros autores de segunda categoria que eventualmente fariam sucesso nos EUA após fracassarem no mercado britânico) não se mostraram à altura. Porém a aquisição da revista pela empresa de videogames Rebellion deu novo gás à publicação, promovendo o regresso dos autores clássicos e o surgimento de uma nova geração de criadores, que substituiu aqueles que fracassaram nos anos 90. A recente publicação de numerosas encadernações republicando séries de sucesso da revista também ajudou, levando o material da 2000 AD até o público das livrarias e lojas de quadrinhos.
Apesar de seu ano de batismo já ter passado há um bom tempo, a 2000 AD continua em frente. Ela é publicada toda semana na Inglaterra (exceto por três semanas dedezembro, quando uma edição anual gigante a substitui nas bancas), tem 32 páginas em formato magazine e papel razoável (o LWC mais simples que se pode imaginar, usado até na capa!), com impressão apenas decente o bastante para reproduzir nesse papel as séries pintadas mais complexa. A revista é colorida, embora haja quase sempre alguma série P&B sendo serializada nela. Cada edição contém em média 5 histórias de 5-6 páginas cada. Custa razoáveis £ 1,75. Há também duas revistas derivadas, a Judge Dredd Megazine (mensal, com mais páginas e histórias mais longas, ambientadas geralmente no universo do Juiz Dredd) e a 2000 AD Extreme (bimestral, republica histórias antigas que ainda não saíram em encadernações, geralmente material mais obscuro).
A revista chegou a ser publicada no Brasil pela Ebal, em edições iguais às inglesas! Alguns dos seus personagens, como Juiz Dredd, Slaine e Zênite, receberam publicações ocasionais no Brasil, mas nunca conseguiram realmente se firmar. Em Portugal, ela é quase completamente desconhecida, embora a edição inglesa possa ser encontrada em alguns pontos de venda. Considerando a quantidade de HQs norte-americanas publicadas em português, é incompreensível que a maior parte do material da 2000 AD nunca tenha sido traduzido até hoje! Vale notar que foi de lá que saíram muitos dos autores que eventualmente fizeram sucesso nos comics americanos, como Alan Moore, Dave Gibbons, Grant Morrison, Kevin O’Neil, Brian Bolland e muitos, muitos outros!
Segunda-feira, 30-04-2007 às 15:12 |
Clápi, clápi, clápi!!!!!!
Segunda-feira, 30-04-2007 às 18:50 |
Excelente post!
Eu li apenas parte do material que saiu no Brasil… Slaine particularmente me agradou bastante!
Realmente não entendo o porque desse material não sair com mais frequência no Brasil. Tem muita coisa que parece interessante…
E você compra a edição inglesa aí em Portugal toda semana?
Mas não sabia que o Garth Ennis e Mark Millar tinham fracassado na 2000 AD. Quer dizer que os americanos importaram o refugo inglês nos anos 90?
O Ennis repete a si mesmo a cada história, está cada vez pior (ou pelo menos estava, parei de ler o material dele). E o Millar gosta mais de chamar atenção pela internet do que pelos roteiros que cria…
Um abraço!
Terça-feira, 01-05-2007 às 02:44 |
Eu compro 2000 AD por aqui toda semana. Assim como a Judge Dredd Megazine e a Extreme. Dinheiro muito bem empregado!
Bem, os americanos importaram muitos ingleses BONS da 2000 AD, mas Ennis e Millar saíram da revista pela porta dos fundos.
Ennis teve a ingrata tarefa de assumir o Juiz Dredd após a saída de John Wagner. Sendo minimamente justo com ele, consta que suas primeiras histórias foram bem recebidas, mas cada história nova era pior que a anterior, até ficar insustentável.
Mas Millar foi algo ainda mais desastroso. NADA do que ele fez na revista parece ter prestado! E ele fez bastante coisa, criou séries, assumiu séries pré-existentes, escreveu histórias curtas… Não foi falta de oportunidade!
Já li umas histórias dos dois feitas nos anos 90 na Extreme. Um desastre! Conseguem ser ainda piores que as HQs mais trash da 2000 AD dos anos 70! “Flesh” ao menos tem charme, já essas aí…
Terça-feira, 01-05-2007 às 05:20 |
O unico personagem que apareceu por aqui foi o Juiz Dredd,no seu primeiro encontro com o Batman,pela extinta Mereberica,pode ser que a Asa se volte a interessar por ele….

E tambem no pack de sobras da Mythos,chegou mais um cross com o Aliens e Predador.
Excelente artigo Hunter.
Clap,clap,clap…..
Terça-feira, 01-05-2007 às 14:26 |
Crossovers não contam muito. Essas histórias tendem a ser publicadas mais pelo evento em si (encontro entre dois ou mais personagens que não se encontram habitualmente) do que pelo interesse individual em qualquer dos personagens.
Quinta-feira, 03-05-2007 às 00:34 |
Correndo o risco de ser chato: eu gosto de FC, mas não consigo encontrar o menor ânimo em ler o material da 2000AD. Nikolai Dante é o único dessa lista que me pareceu interessante de gastar meu dinheiro.
Mas o pior foi eu entrar no site da Action! E o material superficialmente me parecia MUITO mais rico e divertido de se ler! Eu QUERO ler Dredger, eu QUERO ler Look Out For Lefty, eu QUERO E MUITO ler Blackjack! E pior, eu sei que provavelmente NUNCA VOU LER ESSE MATERIAL.
Droga.
Quinta-feira, 03-05-2007 às 09:19 |
Mas você É chato, Lancaster!
Isso é implicância sua porque a 2000 AD não tem personagens adolescentes.
Quanto à Action, nem na Inglaterra esse material é fácil de encontrar…
Quinta-feira, 03-05-2007 às 17:35 |
Não, seu gajo pentelho.
O problema é que o grosso desse material me parece ter uma faceta niilista que nunca me atraiu em nenhum gênero. Tirante o Dante, que acredito que eu vá gostar, o único que realmente me pareceu mais interessante é o Rogue Trooper. Eu pessoalmente nunca vi muita graça em Juiz Dredd.
Quinta-feira, 03-05-2007 às 17:43 |
O Juiz Dredd não é niilista, é só fascista mesmo.
Mas você tem uma certa razão, até porque essa faceta combina com o modo de pensar inglês atual. Agora, nem de longe é uma unanimidade entre as séries mais populares, em particular as que eu citei.
Quinta-feira, 03-05-2007 às 19:18 |
blog devidamente add aos favoritos e logo,logo a listas de blogs do meu.
mudando do cú pras calças… teu milan tá bem né? hehehehe
abçs
Sexta-Feira, 04-05-2007 às 02:03 |
Milan? Está me confundindo com alguém que liga pra futebol, Max?
Segunda-feira, 21-05-2007 às 14:11 |
Cheguei a ler algum material da 2000 AD quando saiu pela Ebal há décadas. No início, não me entusiasmei muito com as primeiras histórias do Juiz Dredd, e achava a história dos Caçadores de Dinossauros e dos Heróis do Harlem meio forçação de barra. A minha preferida era a do Bill Savage e também gostava de Mach 1.Infelizmente o Juiz Dredd teve pouca coisa boa em português. Ah, tou chegando agora em seu blog e achei muito bom. Adicionado aos favoritos. Boa sorte e sucesso!
Terça-feira, 22-05-2007 às 09:49 |
O grande “hit” inicial da 2000 AD foi mesmo o MACH 1, mas o Juiz Dredd foi ganhando força com o tempo e eventualmente ficou mais popular.
Isso só foi acontecer lá pelo segundo ano de publicação, quando fizeram a saga “Juiz Dredd na Terra Amaldiçoada”, a primeira das histórias longas do personagem.
Como esse tipo de material nunca saiu no Brasil, a verdadeira potencialidade do personagem ainda não foi descoberta pelo público tupiniquim.
Sábado, 30-06-2007 às 15:04 |
Camarada, eu sou do Rio de Janeiro, e gostei do seu site sobre histórias-em-quadrinhos. Sou fã do Brucutu (Alley Oop), mas parece que ele não existe em Portugal. Eis seu link na web, aonde tem centenas de outros quadrinhos: http://www.comics.com/comics/alleyoop/index.html
E aqui vai também outra maravilha; http://rapaduradoeudes.blogspot.com/ -tchauuu…fui…
Sexta-Feira, 20-07-2007 às 15:00 |
Olá, Delto!
Conheço bem o Brucutu sim! Quando eu morava no Rio de Janeiro as tiras dele eram publicadas n’O Globo. Pena que o jornal quase não publica mais tirinhas hoje…