Depois de alguns posts alegres e cheios de figurinhas, vamos enveredar agora pelo caminho mais sóbrio da teoria. Nos posts desta categoria, eu pretendo examinar a parte teórica dos quadrinhos tanto na vertente criativa (embora eu nunca tenha feito uma HQ na vida) quanto na comercial (embora eu nunca tenha vendido uma HQ na vida). Altamente qualificado como sou, eu não pretendo ter a última palavra sobre qualquer assunto, então estas mensagens são também convites ao debate.
Primeiro examinaremos uma tendência mundial: O desaparecimento das HQs das bancas. Ora, apesar de experimentos como os de Rodolphe Töpffer (para mim o verdadeiro pioneiro dos quadrinhos, mas isso é outro papo), que infelizmente não tiveram seguimento, as HQs somente se popularizaram quando começaram a aparecer nos jornais, em tiras diárias em P&B ou páginas dominicais coloridas (estas a base das indústrias de quadrinhos inglesa e franco-belga, mas isso também é outra história). A seguir surgiram as primeiras revistas dedicadas, a princípio republicando material dos jornais, mas logo, devido à relativa escassez deste, passando a publicar trabalhos exclusivos, que nas décadas de 30 a 50 espalharam-se pelas bancas de todo o mundo.
O formato dessas revistas, porém, não era constante em todos os países. Nos EUA os comics sugiram em um formato meio tablóide (ligeiramente reduzido com o tempo), a cores, com muitas páginas (eventualmente reduzidas de 84 para as magras vinte e poucas dos comics modernos) e periodicidade por norma mensal. Na Europa preferiu-se criar revistas nos moldes dos suplementos dominicais dos jornais (semanais, formato grande, ocasionalmente a cores, poucas páginas, mas com conteúdo mais trabalhado para compensar sua relativa escassez), embora a Itália eventualmente preferisse criar revistas com mais páginas, geralmente em P&B, e em formato menor, que são a maioria das publicações italianas de banca até hoje. No Japão, as HQs foram invadindo as revistas juvenis já existentes (ao menos uma delas, Shonen Magazine, foi criada nos anos 30 como revista juvenil para rapazes e é hoje uma revista em quadrinhos), que, para sobreviver no disputado mercado nipônico, foram aumentando sua periodicidade (de mensal para quinzenal ou mesmo semanal) e número de páginas (algumas ultrapassam as 900 páginas!), mantendo uma impressão em P&B (com ocasionais páginas a cores) e um formato razoavelmente grande para edições com esse volume de páginas, geralmente variando entre A4 e B5. Todas estas revistas eram antologias no princípio, até porque poucos desenhistas têm fôlego para desenhar o bastante por mês para fazer uma revista de mais de 22 páginas, mas com o tempo algumas passaram a se dedicar a um único personagem, em particular nos EUA.
Apesar dessas diferenças regionais, a constante era que as revistas eram consideradas descartáveis e impressas em papel de pouca qualidade. Por conta disso, poucos exemplares das revistas editadas nos anos 20 e 30 (época do lançamento das primeiras publicações do tipo) sobreviveram até hoje, menos de um século depois, e mesmo os melhor conservados estão em um estado lastimável se comparados a, por exemplo, livros de boa qualidade desse tempo conservados da mesma maneira.
A mensagem é clara: Esse tipo de publicação não é feito para durar! Mas com o tempo algumas das histórias publicadas nesses veículos fizeram sucesso a ponto de justificar edições mais permanentes, ou seja, livros de verdade, com papel de melhor qualidade e vendidos em livraria. Talvez devido às experiências de Töpffer quase um século antes, os europeus logo se tornaram entusiastas dessas edições, que alcançaram uma qualidade incomparável com as HQs vendidas no resto do mundo. Os japoneses preferiram edições menores e mais baratas (e mais similares a livros tradicionais), que se popularizaram a tal ponto que tornou-se habitual qualquer HQ publicada no Japão ganhar sua versão encadernada, fazendo com que as tradicionais antologias de banca japonesas fossem encaradas cada vez mais como material descartável, a ponto de serem literalmente jogadas fora pelos leitores logo após a leitura! Qualquer história que interessasse o leitor seria adquirida separadamente depois, em sua edição encadernada menor, mais cômoda, fácil de guardar (muito importante em um país em que qualquer imóvel minúsculo custa uma fortuna!) e livre das outras HQs menos interessantes para o leitor em questão.
Porém os mercados que mais influenciaram o brasileiro, o americano e o italiano, mantiveram-se durante muito tempo presos aos seus periódicos, seguindo uma evolução diferente. Mais sobre isso adiante.
Com o tempo, porém, surgiu uma constante: As vendas dos periódicos começaram a declinar! Devido a uma série de fatores, entre os quais o surgimento de outras formas de entretenimento periódico (a televisão sendo a mais destacada), os crescentes custos do papel que reduziram a diferença de preço entre o papel barato usado nos periódicos e outros tipos de papel mais sofisticados (o que levou os periódicos de quase todos os países a adotarem um papel de melhor qualidade – e mais caro! Exceto o Japão, que preferiu passar a publicar em papel reciclado absurdamente ordinário, mas adequado ao caráter totalmente descartável de suas publicações), a redução do espaço nas bancas provocada pela enorme quantidade de material vendido nesses espaços (que leva os jornaleiros, com razão, a preferir expor produtos mais caros que a típica HQ no espaço que têm disponível), além de vários outros fatores regionais que não vale a pena expor aqui.
No geral, a conclusão é clara: As bancas tornam-se cada vez mais um mercado hostil às típicas revistas em quadrinhos. O que fazer então?
Um outro mercado era necessário. Uma opção eram as lojas especializadas (que existem há muito tempo, a Lambiek holandesa abriu em 1968!), mas, apesar de alguns sucessos pontuais, em particular nos EUA, não costumam estar em quantidade suficiente para sustentar uma publicação. Isso não é exclusividade das HQs, afinal quantas livrarias especializadas em, digamos, livros de informática existem? Restam as livrarias generalistas, que têm a vantagem de já trabalhar com produtos similares e já serem uma rede pré-existente que não depende somente do público de quadrinhos para sobreviver.
Mas, perguntam vocês, o preço necessariamente mais elevado do material de livraria não encarece demais as HQs? Bem, encarece, é verdade, por isso as HQs vendidas em livraria precisam ser um material mais seleto do que o que se vê na banca. Watchmen? Beleza! Super-Homem ou Homem-Aranha deste mês? Nem pensar! Entendem o que eu quero dizer?
Isso não poderia acabar com os quadrinhos? Bem, não parece ter acabado com os livros! E os países que fizeram essa transição costumam ver um aumento nas vendas a longo prazo, enquanto as vendas de banca andam em uma queda constante e, aparentemente, inevitável no mundo inteiro.
Mas e a criançada? Não fica caro demais para eles? Bom, livros infantis custam o mesmo e esse é o gênero que mais vende em livrarias (podem verificar!). Nunca se esqueçam de que quem paga livros (ou quase tudo…) para as crianças são os pais, não as próprias! E, embora isso possa variar, meus pais preferiam me dar um álbum do Asterix ou Tintim ao invés de um gibi de super-heróis porque achavam que era um leitura melhor. Hoje eu vejo que tinham razão…
Mas isso significa que as HQs de banca vão acabar? Eu não diria isso por enquanto, mas temo que seja a tendência a longo prazo. Querem um exemplo? No final do século XIX, os livros (livros de literatura mesmo!) costumavam ser publicados no formato de folhetim, a um capítulo por edição com vários livros diferentes sendo serializados no mesmo jornal ou revista literária, antes de serem compilados em livros. Machado de Assis foi publicado assim originalmente. Idem para Charles Dickens e Alexandre Dumas. Pois bem, quantos livros ainda são publicados dessa maneira no mundo? Quantos desses folhetins ainda existem? Quase nenhum (isso porque admito que possa existir ainda algum, já que eu pessoalmente desconheço)! A literatura morreu por causa disso? Não, ficou até mais popular desde então!
O mundo parece caminhar nessa direção. Ano passado, pela primeira vez em sua história, as HQs americanas venderam mais em encadernação do que em revistas avulsas. A Itália é hoje o último país com uma grande indústria de quadrinhos em que as edições de bancas ainda vendem mais que as de livrarias – e mesmo lá as vendas de banca estão em queda livre! O mercado japonês também já favorece as livrarias desde 2005 e os editores de lá andam estudando opções alternativas à publicação em banca, tais como serialização no formato digital (ou seja, trocar as antologias por downloads via Internet) e até distribuição grátis de revistas (!).
Portanto, embora eu ainda seja um dos fósseis que acredita que o quadrinho de banca sempre existirá (mesmo na França, o mercado que mais se voltou para as livrarias, ainda é possível se encontrar uma boa gama de HQs nas bancas!), eu acho que é nas livrarias que está o futuro. E que qualquer um que pretenda publicar quadrinhos, em qualquer lugar do mundo, deve levar isso sempre em mente.
E vocês, o que acham?

Adendo: Depois que eu escrevi meu texto original, obtive a informação de que também no Japão, o país onde os quadrinhos de banca (bem, todos os tipos de quadrinhos) vendem mais, as vendas de livraria ultrapassaram as de banca em 2005. Aliás, para ser exato as vendas de banca caíram abaixo das de livraria nesse ano, já que, como em todo o mundo, as vendas de HQs de banca no Japão estão em queda. O meu texto foi alterado para refletir ester novos dados!
Adendo 2: Agora eu obtive uma fonte mais concreta sobre a evolução de vendas de mangá, o informe anual sobre a indústria de publicações japonesa da JETRO, organização japonesa que monitora o comércio exterior do país. Siga o link para saber mais detalhes sobre as vendas de publicações no Japão em geral e de mangás em particular.
Fala Pedro.
Bom, eu concordo em parte com toda essa migração. Apenas acho que devemos realmente levar em consideração a convergência de mídias e começar a imaginar que em breve teremos muitos quadrinhos com poucas páginas disponíveis para download. O que favorece o material encadernado e com papel de qualidade nas livrarias.
Outra vantagem que podemos ter disso, são álbuns melhores trabalhados. Ou seja, quadrinhos com melhor qualidade. No Brasil o mercado deu um boom na qualidade, deixamos de ser escravos das publicações mensais Marvel e DC e passamos a ter mais acesso as edições de luxo e encadernações de editoras e artistas mais alternativos, agora aqui podemos encontrar muito material interessante que antes falavamos na sua sala que NUNCA seria publicado aqui.
Grande Leandro!
É verdade, o material que sai em livrarias costuma ser melhor escolhido. Um dos pontos a favor delas.
Ja em Portugal essa transição tem vindo a falhar,o caso da bd franco belga e da falencia das editoras por aqui prova isso,e os comics para la caminham,mesmo com duas editoras,aqui eu acho que primeiro deviam reconquistar as bancas e so depois tentar lancar essas ediçoes de livraria mas coisas luxuosas como nos States,ou em Franca.
Ei,HUNTER,para quando um post sobre os erros da Devir???
Falência da BD franco-belga em Portugal? Ora, não sei se moras no mesmo Portugal que eu, mas no país onde moro não há mais comics a serem publicados mas existe um grande volume de lançamentos franco-belgas.
Portugal é um claro exemplo da falência, isso sim, do modelo de bancas. Nem mais Disney consegue vender em banca hoje em dia! Mas as BDs têm uma boa presença nas livrarias e é esse o mercado que precisa ser explorado.
E eu prefiro abordar temas mais positivos no blog do que ficar a criticar a Devir. Para mim essa “editora” não existe!
Bem quanto a pseudo editora Devir,tu é que incitaste a curousidade la na cc.
Ha mais lancamentos de franco belga mas tambem ha mais numeros 1s,sem continuação desse genero,quando houve um boom do franco belga o mercado foi inumdado com isso e não vendeu,e alem de levar a falencia da Meriberica,Witwoolf,que agora são vendendidos a precos muito baixos em qualquer fnac ou bertrand,o mercado não aguentou e quebrou,e mesmo a Asa,assim como a devir e a Vitamina bd tem mais que uma serie aonde so saiu o 1 volume,e não creio que saiam mais.
Como não ha comics a serem publicados e os tpbs da BDmania e Devir e da mesmo da ASA,mas eu não punha as mimhas maos no fogo por nenhuma editora.
“Portugal é um claro exemplo da falência, isso sim, do modelo de bancas. Nem mais Disney consegue vender em banca hoje em dia!”
Ai é que esta para haver a transição tem que haver leitores de banca,porque sem este o mercado não se renova,o que condena o segundo mercado o livreiro a longo prazo,e a Disney esta de rastos em diversas partes do mundo não é so em Portugal.
“Bem quanto a pseudo editora Devir,tu é que incitaste a curousidade la na cc.”
Não foi aqui, pois não?
“Ha mais lancamentos de franco belga mas tambem ha mais numeros 1s,sem continuação desse genero,quando houve um boom do franco belga o mercado foi inumdado com isso e não vendeu,e alem de levar a falencia da Meriberica,Witwoolf,que agora são vendendidos a precos muito baixos em qualquer fnac ou bertrand,o mercado não aguentou e quebrou,e mesmo a Asa,assim como a devir e a Vitamina bd tem mais que uma serie aonde so saiu o 1 volume,e não creio que saiam mais.”
Quais foram os últimos número 1 sem continuação? O que tem saído é uma data de continuações! Acho que estás a confundir com o mercado de 3 anos atrás…
A Meribérica já estava para falir há muito tempo, e foi precisamente a falência dela que abriu caminho às outras. Asa e VitaminaBD mantém um ritmo estável de lançamentos franco-belgas. Agora a Gradiva juntou-se a elas. Já a Devir, que publicava majoritariamente comics, parou.
“Como não ha comics a serem publicados e os tpbs da BDmania e Devir e da mesmo da ASA,mas eu não punha as mimhas maos no fogo por nenhuma editora.”
A Devir praticamente não publica mais e a BDMania lançou dois TPBs (mais um álbum que só pode ser classificado como franco-belga, não importa se é com Wolverine ou não!) no espaço de tempo em que a Gradiva lançou três Largo Winch. Já os comics que ela e a Asa lançam são bem distantes do típico comic de banca.
“Ai é que esta para haver a transição tem que haver leitores de banca,porque sem este o mercado não se renova,o que condena o segundo mercado o livreiro a longo prazo,e a Disney esta de rastos em diversas partes do mundo não é so em Portugal.”
Como não se renova? Já cansei de ver crianças comprando Asterix e Lucky Luke nas FNACs da vida! Não se renovaria era se o pobre do miúdo fosse comprar uma BD do Homem-Aranha na banca, levasse com “O Outro” pela frente e decidisse nunca mais comprar BD na vida…
Na França a revista Tchô, que publica as aventuras do Titeuf, não vende nem 100 mil exemplares por mês nas bancas, enquanto os álbuns do Titeuf vendem 1,5 milhão de exemplares nas livrarias. Não há de ser adultos a comprar isso tudo, Titeuf é uma BD infantil!
Essa argumentação poderia funcionar em um país pobre ou sem livrarias, mas Portugal, apesar dos resmungos dos portugueses, não é nenhuma das duas coisas.
“Não foi aqui, pois não?”
Não,mas era apenas uma sugestão.loloolo
“Quais foram os últimos número 1 sem continuação? O que tem saído é uma data de continuações! Acho que estás a confundir com o mercado de 3 anos atrás…”
O Borgia que saiu o ano passado,por exemplo,mas mesmo nas continuações so saiu um numero Dust,por exemplo,é o numero um da ASA,LOLOO.
Quando falo em um não quer dizer necessariamente o um da editora original porque aqui o apesar de eu achar que deviam comecar por ai isso não acontece,ver XIII,Largo Winch,as coisas por aqui não mudaram assim tanto na minha imho.
“A Devir praticamente não publica mais e a BDMania lançou dois TPBs (mais um álbum que só pode ser classificado como franco-belga, não importa se é com Wolverine ou não!) no espaço de tempo em que a Gradiva lançou três Largo Winch. Já os comics que ela e a Asa lançam são bem distantes do típico comic de banca.”
Como é que não é comic de banca se a PANINI vai editar o Ultimate Iron Man,no formato de mini serie de banca,e o Ghost Ridere o Daredevil Father,idem,ou em comic ou mini.
Quanto BDMania depois desses ja prepara mais 3 tpbs,Samurai,Ghost Rider,e Daredevil Father.
A Devir é que realmente parou novamente.
“Como não se renova? Já cansei de ver crianças comprando Asterix e Lucky Luke nas FNACs da vida! Não se renovaria era se o pobre do miúdo fosse comprar uma BD do Homem-Aranha na banca, levasse com “O Outro” pela frente e decidisse nunca mais comprar BD na vida…”
LOLOL,eu discorodo desse exemplo é a mesma coisa que iniciar as criancas no Franco Belga com Asterix:o ceu caiu-lhes em cima ou um qualquer Rantanplam.lolo
Mas é diferente do leitor de banca,eu penso eu e depois ha a questão do preco de livraria,que os afasta logo,a marvel nos States retornou as bancas com as Flip Magazines,por exemplo.
“O Borgia que saiu o ano passado,por exemplo,mas mesmo nas continuações so saiu um numero Dust,por exemplo,é o numero um da ASA,LOLOO.”
Borgia só tem DOIS álbuns editados na França, dê tempo à editora! Quanto a Dust, ele era o único Blueberry da série principal inédito em Portugal…
“Como é que não é comic de banca se a PANINI vai editar o Ultimate Iron Man,no formato de mini serie de banca,e o Ghost Ridere o Daredevil Father,idem,ou em comic ou mini.”
Releia o meu texto. Eu falei que “…os comics que ela (GRADIVA!) e a Asa lançam são bem distantes do típico comic de banca…”.
“Quanto BDMania depois desses ja prepara mais 3 tpbs,Samurai,Ghost Rider,e Daredevil Father.
A Devir é que realmente parou novamente.”
Já tinha contado o Daredevil Father (que já vi à venda), mas não sabia do Ghost Rider. Samurai é da Dark Horse e poderia bem ter sido editado por qualquer editora de Portugal, até pela própria VitaminaBD, ao invés da BDMania…
“LOLOL,eu discorodo desse exemplo é a mesma coisa que iniciar as criancas no Franco Belga com Asterix:o ceu caiu-lhes em cima ou um qualquer Rantanplam.lolo”
Para crianças, o novo Asterix não é tão mau quanto parece para os adultos. Não vai ser o álbum que as transformará em leitores de BD, mas também não vai as afastar das BDs para sempre! E o único Rantanplam que eu li (o primeiro da série) era até bastante divertido. E comparados a “The Other” são duas obras-primas da arte sequencial!
“Mas é diferente do leitor de banca,eu penso eu e depois ha a questão do preco de livraria,que os afasta logo,a marvel nos States retornou as bancas com as Flip Magazines,por exemplo.”
Novamente, o leitor de banca em Portugal NÃO EXISTE MAIS! O preço não afasta tanto nas livrarias se considerarmos que um leitor de livraria paga 10 euros por um álbum que sai uma ou duas vezes por ano e vai estar nas prateleiras por anos, enquanto uma BD na banca sairia por 4-5 euros, teria de ser comprada todo santo mês e só estaria à venda por 30 dias. O que é mais caro e complicado de comprar entre as duas opções?
Em termos de bancas, devo ainda adicionar que de todas as edições do mangá Lupin III (recém-lançado em Portugal) que eu já vi à venda nos quiosques de Lisboa, só uma foi vendida até agora, a que eu comprei! Se nem mangá vende, não penso que a BD de banca terá muito futuro em Portugal…
“Borgia só tem DOIS álbuns editados na França, dê tempo à editora! Quanto a Dust, ele era o único Blueberry da série principal inédito em Portugal…”
Mas ja podia ter saido 2 volume,e quanto ao Blueberry,isso não impedia a reediçãi d volumes passados como fizeram com Asterix,mas como o Dust,ja foi visto a venda numa feira do livro a 5 euros quem me garante que esse é não o 1 e unico.
“Para crianças, o novo Asterix não é tão mau quanto parece para os adultos. Não vai ser o álbum que as transformará em leitores de BD, mas também não vai as afastar das BDs para sempre! E o único Rantanplam que eu li (o primeiro da série) era até bastante divertido. E comparados a “The Other” são duas obras-primas da arte sequencial!”
Do Aranha basta das um dos qualquer volumes inicias do J. Michael Straczynski.Que elas depois não querem outra coisa,para ler.
Mas ate parece que nos comics não ha coisas boas para se ler ha a X-men:Saga da Fenix,Dias de um Futuro Esquecido,Iron Man Armor Wars 1,Avengers:Under Siege,etc
“Releia o meu texto. Eu falei que “…os comics que ela (GRADIVA!) e a Asa lançam são bem distantes do típico comic de banca…”.”
Agora percebi.:wink:
“Novamente, o leitor de banca em Portugal NÃO EXISTE MAIS! O preço não afasta tanto nas livrarias se considerarmos que um leitor de livraria paga 10 euros por um álbum que sai uma ou duas vezes por ano e vai estar nas prateleiras por anos, enquanto uma BD na banca sairia por 4-5 euros, teria de ser comprada todo santo mês e só estaria à venda por 30 dias. O que é mais caro e complicado de comprar entre as duas opções?”
A BD de livraria é mais facil de comprar sem duvida.:wink:
E ate concordo contigo na parte do preco das bds,é por isso que acho exagerado o preco de alguns fummetis,que se encontram nas bancaspor aqui,e claro que tem menos tempo de exposição na banca,e ha aquele esquema de ser comprada obrigatoriamente naquele mes,mas o preco de livraria afasta muitos leitores que não qurem saber de poder comprar a bd em qualquer altura do ano,foi por isso que eu nos comics usa adptei o sistema dos tpbs,por os trades estão mais tempo disponiveis,mas ainda compro alguns comics mensalmente por questão de habito.:wink:
Em termos de bancas, devo ainda adicionar que de todas as edições do mangá Lupin III (recém-lançado em Portugal) que eu já vi à venda nos quiosques de Lisboa, só uma foi vendida até agora, a que eu comprei! Se nem mangá vende, não penso que a BD de banca terá muito futuro em Portugal…
Disso não posso falar porque n-ao vi nada por aqui a venda.
8)
“Mas ja podia ter saido 2 volume,e quanto ao Blueberry, isso não impedia a reedição de volumes passados como fizeram com Asterix, mas como o Dust já foi visto a venda numa feira do livro a 5 euros quem me garante que esse é não o 1 e unico.
”
Bem, eu não vi o Dust à venda em nenhuma feira do livro, mas isso é política da Asa e já discutimos exaustivamente sobre isso no Central Comics e chegamos à conclusão de que a editora faz isso com TUDO e, portanto, não é sinal de absolutamente nada!
Se ela não publicou mais, eu diria que tem a ver com os álbuns antigos da Meribérica, esses sim, ainda estarem praticamente todos à venda por toda parte a preço promocional.
“Do Aranha basta das um dos qualquer volumes inicias do J. Michael Straczynski. Que elas depois não querem outra coisa,para ler.”
Crueldade com as crianças! E o nome do Stravesti não pode ser pronunciado aqui, a não ser para comemorar seu afastamento das BDs ou coisa assim.
“Mas ate parece que nos comics não ha coisas boas para se ler ha a X-men:Saga da Fenix,Dias de um Futuro Esquecido,Iron Man Armor Wars 1,Avengers:Under Siege,etc”
Se fossem ESSAS as histórias publicadas em Portugal, eu não estaria a reclamar. Mas Ultimate Iron Man? Essa história nem tem final!
“Disso não posso falar porque não vi nada por aqui a venda.
8)”
Aonde você mora?
“Bem, eu não vi o Dust à venda em nenhuma feira do livro, mas isso é política da Asa e já discutimos exaustivamente sobre isso no Central Comics e chegamos à conclusão de que a editora faz isso com TUDO e, portanto, não é sinal de absolutamente nada!
Se ela não publicou mais, eu diria que tem a ver com os álbuns antigos da Meribérica, esses sim, ainda estarem praticamente todos à venda por toda parte a preço promocional”
Eu estou totalmente de acordo com as Promos da Asa,mas com o Asterix que esteve nas mesmas condicoes de Blueberry,eles passado pouco tempo reeditaram tudo,e essas bds tambem estavam a venda a precos promocionais,não vejo diferenca nenhuma.
“Crueldade com as crianças! E o nome do Stravesti não pode ser pronunciado aqui, a não ser para comemorar seu afastamento das BDs ou coisa assim.”
“Se fossem ESSAS as histórias publicadas em Portugal, eu não estaria a reclamar. Mas Ultimate Iron Man? Essa história nem tem final!”
Aonde você mora?
Porto. 8)
“Eu estou totalmente de acordo com as Promos da Asa,mas com o Asterix que esteve nas mesmas condicoes de Blueberry,eles passado pouco tempo reeditaram tudo,e essas bds tambem estavam a venda a precos promocionais,não vejo diferenca nenhuma.”
Há uma diferença vital: Asterix vende horrores! Ao contrário de Blueberry, a Asa pode esperar vender essa nova edição em quantidade o bastante para se pagar.
“(…) mas a historia não tem final em todos os paises aonde foi editada,no caso Usa,Portugal,e em breve tambem no Brasil,mas as editoras nacionais não tem culpa quem tem culpa é o Quesada e Marvel/Usa,ou a Panini Italia responsavel pela edição conjunta.:mrgreen:”
Têm culpa por publicarem essa história ao invés de outra mais compreensível. Por que não publicaram, digamos, “Phoenix Endsong”? Ou os Defensores do Keith Giffen? Ou o arco “Winter Soldier” do Capitão América? São histórias mais conclusivas e com chances melhores de vender!
“Aonde você mora?
Porto. 8)”
No Porto DEVE ser simples conseguir essa edição. Vá na Central Comics, lá ao menos eles devem ter!
“Há uma diferença vital: Asterix vende horrores! Ao contrário de Blueberry, a Asa pode esperar vender essa nova edição em quantidade o bastante para se pagar.”
Ou seja quem comprar as versoes da Asa vai ficar com uma coleção com diverrsos formatos por causa da Meriberica,XIII,Spirou,Blueberry etc…..
É isso que estas a escrever?????
“Têm culpa por publicarem essa história ao invés de outra mais compreensível. Por que não publicaram, digamos, “Phoenix Endsong”? Ou os Defensores do Keith Giffen? Ou o arco “Winter Soldier” do Capitão América? São histórias mais conclusivas e com chances melhores de vender!”
Eu tambem gostava de ver o Cap,Ou a Secret War,por exemplo,ja Phoenix Endsong,eu discordo porque para quem não leu os 2 arcosc dos X.men do Whedon esta cheio de Spoilers,mas tambem ja tenho o TpB usa.
“Ou seja quem comprar as versoes da Asa vai ficar com uma coleção com diverrsos formatos por causa da Meriberica,XIII,Spirou,Blueberry etc…..
É isso que estas a escrever?????”
Não, homem! Apenas que a Asa não tem pressa para republicar o resto da coleção de Blueberry devido à relativamente pequena demanda e ainda vasta oferta de álbuns antigos. Isto é teoria economica básica!
“Eu tambem gostava de ver o Cap,Ou a Secret War, por exemplo, já Phoenix Endsong, eu discordo porque para quem não leu os 2 arcos dos X-Men do Whedon está cheio de Spoilers, mas tambem já tenho o TPB USA.”
Ou podiam publicar os X-Men do Whedon mesmo. O essencial é que eles deveriam tentar publicar material mais substancial que Ultimate Iron Man ou Daredevil: Father!
“Não, homem! Apenas que a Asa não tem pressa para republicar o resto da coleção de Blueberry devido à relativamente pequena demanda e ainda vasta oferta de álbuns antigos.”
Mas foi isso que eu percebi e isso faz com que a minha teoria que o Dust pode vir a ser unico volume 1 da ASA,faça mais sentido.Porque não haverndo muita procura ASA não editara com muita pressa o resto das coleçoes.:wink:
“Ou podiam publicar os X-Men do Whedon mesmo. O essencial é que eles deveriam tentar publicar material mais substancial que Ultimate Iron Man ou Daredevil: Father!”
Apesar de comcordar comtigo em parte,tambem acho que foi mais facil editar Mini,com historias fechadas,ou que apernas continuam noutras mini,porque X-MEN,é um titulo que tem que sair com alguna regularidada uma vez que mensal,como o cap,senão corria-se o risco de fazer como a devir que deixou os New-X-men sem final,e engando os leitores dizendo que era o Fim.
Você está sumariamente enganado.
As bancas nunca foram hostis aos quadrinhos.
Os quadrinhos é que se elitizaram, exatamente pela saída da Abril e outras grandes editoras das bancas.
É preciso rever o conteúdo das HQs, tornando-as populares em todos os aspectos: do preço ao conteúdo.
“Você está sumariamente enganado.”
Não, eu estou correto. E expliquei muito bem o porquê.
“As bancas nunca foram hostis aos quadrinhos.”
Eu disse acima que elas estão se tornando. E ainda expliquei os motivos.
“Os quadrinhos é que se elitizaram, exatamente pela saída da Abril e outras grandes editoras das bancas.”
A Abril ainda publica em bancas as séries Disney, por exemplo. E as vendas dessas são uma fração do que eram 30 anos atrás! Mesmo sendo baratas…
“É preciso rever o conteúdo das HQs, tornando-as populares em todos os aspectos: do preço ao conteúdo.”
Acha que isso seria uma solução? Que tal dar uma olhada nos mangás. A revista Shonen Jump japonesa, por exemplo, é talvez o quadrinho mais popular do mundo: Volumosa (mais de 300 páginas por edição!), barata (custa o equivalente a uns 5 reais) e com um conteúdo extremamente popularesco (os próprios leitores escolhem por votação quais as séries que devem continuar na revista!). Além de ser apoiada por uma grande quantidade de animes (ou seja, o equivalente a horas de publicidade na TV) e ter distribuição excelente (você encontra em qualquer lugar do Japão). E ainda assim perdeu mais da metade de seus leitores nos últimos 15 anos, em números concretos foram mais de 3 milhões de leitores a menos.
Como você explica isso?
O formato de revistas periódicas de banca ESTÁ MORRENDO! Ele é ultrapassado e quase com certeza será substituído pelo formato digital. As livrarias podem continuar vendendo HQs em edições mais luxuosas, mas as revistas mensais descartáveis já eram. Algumas podem sobreviver, mas a grande maioria está condenada.